domingo, 6 de abril de 2014

Olá!



Saudações virtuais, turma!

Este blog está no ar focando nossa produção de artigo coletivo para a Anpedinha 2014.

Conforme sugestão da Profa. Adriana, devemos produzir uma lauda focando nossas experiências com o uso da tecnologia. É importante embasarmos nosso texto com a bibliografia lida por nós.

Dúvidas e comentários podem ser enviados ao endereço do nosso grupo:

metodista_tics_2014+noreply@googlegroups.com

A profa. Adriana sugere que postemos nossa lauda aqui no blog, assim todos podem 
visualizar e comentar.


Boa semana a Todos!

20 comentários:

  1. Creio que a idéia é ótima e podemos começar a escrever já!!!!
    Valeu pela criação do Blog Lucivânia!
    Logo volto aqui para postar meu texto de introdução.
    bjos

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  2. Olá pessoal!

    Fiz um "recorte" das minhas leituras e das minhas próprias produções escritas e montei o texto abaixo. Gostaria da opinião de vocês para continuar desenvolvendo o assunto ou não.

    Desde já, agradeço.

    Lucivânia


    APENAS UM RECORTE: LETRAMENTO DIGITAL

    A tecnologia leva à descentralização do conhecimento e possibilita a equiparação entre educador e educandos no que diz respeito ao acesso às informações, pois com a internet, o conhecimento está ao alcance de todos. Assim, o professor deixa de ser o detentor do saber, passando a vestir outra roupagem: a de mediador, a de facilitador.
    A escola passa a ser espaço de mudanças significativas no perfil social, pois os docentes e discentes são também cidadãos. Assume um papel fundamental na inclusão de novas práticas de ensino-aprendizagem, tendo como suporte não apenas o livro didático, a lousa, o caderno, a caneta e o giz, mas principalmente a gama de ferramentas que a tecnologia traz.
    “Será necessário, portanto, assegurar que estudantes e professores criem seus textos e materiais de estudo, com base na leitura, análise e interpretação dos meios, canais e suportes de comunicação, na condição de protagonistas, ativos, e não apenas como consumidores de textos e reprodutores dos materiais produzidos por terceiros.” (FIORENTINI, 2003, p.16)

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  3. Porém, esbarra-se num obstáculo: alunos de uma geração e professores de outra. Nesse contexto, a metáfora construída por Marc Prensky (2001) a respeito dos “nativos digitais” – alunos – e dos “imigrantes digitais” – professores – faz muito sentido, quando trazida para a realidade cotidiana das escolas, o que gera uma problemática para os docentes, já que muitas vezes os estudantes dominam com mais facilidade a tecnologia que seus educadores. Numa perspectiva ultrapassada, em que o professor é o detentor do saber, ter o aluno como alguém que tem mais conhecimento em uma determinada área que seu mestre, constitui um paradigma ainda a ser quebrado.
    Adequar-se ao novo cenário requer do docente a adoção de novas práticas e o constante aperfeiçoamento. “Afinal, o professor é um profissional do qual se exige muito mais que seguir receitas, guias e diretrizes, normas e formas como moldura para sua ação, pois é sujeito protagonista e assumi-lo produz mudanças de perspectiva” (FIORENTINI, 2003, p.17). Quando o assunto é tecnologia, não há fórmula. O professor deve recriar suas práticas, por meio das vivências diárias, das experimentações de uso da tecnologia nas suas atividades, pois somente por meio da prática é que o docente poderá verificar quais métodos funcionam ou precisam ser melhorados.
    Cada vez mais alinhado às necessidades da sociedade contemporânea, o ensino tem buscado o desenvolvimento das competências e habilidades, a esse respeito, no tocante ao desempenho linguístico dos usuários em ambientes virtuais, muitas são as críticas negativas de professores de Língua Portuguesa que veem a internet e, em particular, as redes sociais como obstáculos, uma vez que o “internetês” (MARCONATO, 2010), como é conhecida a linguagem típica e abreviada usada por internautas para se comunicar nas redes sociais, tem sido visto como um “vilão” no que tange ao uso do idioma nesse ambiente. Muitos responsabilizam a internet pelo precário domínio que os jovens têm da norma culta e pela baixa qualidade das produções textuais dos estudantes, ignorando que é a adequação linguística que deve preponderar. O mais importante não é o falante dominar a norma culta, mas saber fazer uso dela quando for o momento oportuno.
    Nesse quebra-cabeças os letramentos, também chamados de “multiletramento” (ROJO, 2009) ou “letramento digital” (COSCARELLI, 2005) são peças chave. “Letramentos são práticas sociais de uso da escrita que utilizam tecnologias específicas, em contextos específicos, para finalidades específicas. (BUZATO, 2011, p.99). Assim, conduzir o aluno para que desenvolva a sua escrita em ambientes virtuais passa a ser mais uma função do professor e um dever da escola, pois a falta de domínio dessa linguagem pode levar à exclusão.
    A escola passa a ser cenário de uma mudança significativa no perfil social da atual geração e tem papel fundamental na inclusão de novas práticas de letramento, tendo como suporte não apenas o livro didático, a lousa, o caderno, a caneta e o giz, mas principalmente a gama de ferramentas que a tecnologia traz.

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  4. Vivian Aparecida Vetorazzi Saragioto
    PARTE 1

    EDUCAÇÃO ONLINE: FENÔMENO DA CIBERCULTURA –segundo Edmeia Santos
    Relato de discussões em sala

    Esta é uma experiência que estamos realizando na Universidade Metodista UMESP no curso de programa de Pós- Graduação em Educação - Stricto Sensu , no qual sou aluna e orientanda da Profª Adriana Azevedo Barroso matriculada na disciplina Ambiente Midiáticos II.
    Comunicar uma experiência nesta ocasião faz sentido não como um modelo a ser seguido , mas porque muitas vezes, através das experiências realizadas por outros, ressignificamos as nossas, e isto nos permite agir de outra maneira sobre as práticas pedagógicas.
    Por outro lado, me parece importante transmitir como fomos discutindo nas aulas e resolvendo problemáticas referentes ao ensino e á aprendizagem, principalmente , a educação online.
    Desse modo, interessa-me mostrar a discussão sobre o texto de Edmeia Santos – “ Educação online para além da EAD : um fenômeno da cibercultura” , no qual fizemos alguns apontamentos recorrendo as nossas experiências como educadores e protagonistas de um cenário educacional baseado no fenômeno da cibercultura.
    A autora enfatiza o potencial comunicacional e pedagógico do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e suas interfaces na promoção de conteúdos e situações de aprendizagem baseadas nos conceitos de interatividade e hipertexto.
    Segundo Edmeia Santos constatou-se em pesquisa a avaliação de oito cursos online e que estes poderiam potencializar o ensino-aprendizagem mais interativo,porém, a maior parte dos cursos centrava-se em uma pedagogia da transmissão , na lógica da mídia de massa, na auto-aprendizagem e nos modelos de tutoria reativa. Além da metodologia e a atuação docente se basearem nas clássicas lógicas da EAD de massa.

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  5. Vivian Aparecida Vetorazzi Saragioto
    PARTE 2

    A partir de leituras e reflexões conjuntas entre a professora Adriana e os alunos do Programa de Pós identificamos alguns aspectos citados na pesquisa da autora e percebemos que o ciberespaço é muito mais que um meio de comunicação ou mídia. Utilizando as interfaces podemos co-criar informações e conhecimentos. Esta co-criação chamada por Pierre Lévy (1996-1999) de “inteligência coletiva” se materializa na música eletrônica, lan houses , software livre e ativismo digital, ou seja, como educadores precisamos reconhecer essa pluralidade de interfaces que possam permitir comunicações síncronas e assíncronas ( como por exemplo dos chats, listas, fóruns de discussão , entre outros).
    À medida que fomos avançando nas discussões , percebemos que nesse contexto sociotécnico a ambiência cultural dá origem ao que se denomina cibercultura ( Levy, Lemos, Santaella).
    Um aspecto que ainda temos de considerar é que a educação de qualidade independe de modalidade. É possível ter educação de qualidade presencial, a distância , online e em desenhos híbridos.
    A tentativa de resolver a problemática das interações entre os sujeitos na educação EAD trouxe consigo um efeito não-buscado que : não é o ambiente online que define a educação online , mas sim tudo dependerá do movimento desses sujeitos para a garantia da interatividade e da co-criação.

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  6. Anália Cristina Pereira Ramos
    PARTE 1

    Dos alunos do programa de Mestrado
    Narrativas de múltiplas experiências - Professora Adriana

    Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão...
    [...] o educador já não é o que apenas educa, mas o que enquanto educa, é educado, em diálogo [...]
    [...] Ambos assim se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já não valem [...]
    Paulo Freire
    Língua Portuguesa
    Justificativa:
    A leitura é uma forma de humanizar as pessoas, é também ato político que o educador deve buscar sempre como um ponto de partida e de chegada, principalmente, quando sentimos falta de algum caminho para enfrentar os dilemas da sala de aula, oriundos da sociedade onde vigoram a dominação e a desumanização, em que o consumismo vem ditando regras, evidenciando em diversos conflitos não resolvidos, chegando à sala de aula. Como educadores, muitas vezes, buscamos soluções que estão muito além de nossa capacidade. E sós, no sentido de que nós devemos encontrar um caminho, de intervir de maneira eficaz, para o bem de nosso aluno, e de nós mesmos. Partindo do pressuposto de que “viver é andar” e que “andar supõe um caminho”, trilhar caminhos que possam nos levar a uma transformação sócio-educativa dos sujeitos, inseridos na escola, é o nosso maior desafio.

    Experiência com alunos do Ensino Médio, na posição de co-produtores de textos midiáticos, para posteriormente uma produção textual
    As experiências na utilização das mídias digitais em sala de aula tem nos trazido certo desconforto, mas ao mesmo tempo, estas inquietações nos conduz a buscar caminhos que possam nos tirar da inércia frente a este amontoado de informações que compõem o universo de nossos alunos. E a nós educadores cabe enfrentar, muito embora sem a posse e o domínio que esta complexa tarefa requer.
    Se antes nosso desafio era formar alunos leitores críticos capazes de compreender o mundo e se compreender nele, pois acreditávamos que o adolescente não era chegado às leituras e era nossa, a tarefa de transformá-lo e motivá-lo para tal, atualmente essa concepção não se sustenta. Sabemos que nem todos os jovens de periferia possuem acesso à internet e nem tampouco à leitura, mas há especialistas que afirmam que apesar de tudo os adolescentes lEem sim, e muito. O problema vem sendo como direcionar se é que é possível, o processamento de tantas informações.

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  7. Anália Cristina Pereira Ramos
    PARTE 2

    Inserir as ferramentas digitais na sala de aula tem sido um grande desafio para nós professores em épocas de constantes transformações, que exige de nós uma velocidade à qual nossos jovens aprendizes já saíram na frente. Contudo, chegamos num estágio em que não nos é permitido recuar, e abandonar as antigas práticas com quadro negro e giz e o livro didático não é tarefa simples, mas urgente. Ousar, buscar práticas diferentes é complexo porque não dominamos as ferramentas, nem ao menos temos a certeza se os métodos que escolhemos será garantia de êxito, sendo assim, temos que assumir riscos de depararmos com o inesperado.
    Se por um lado, estarmos diante do novo é que mais nos assusta e nos inquieta, pois nos tira o porto seguro ao qual estávamos acostumados, deparamos por outro, com apatia dos adolescentes frente alguns letramentos privilegiados pela escola que a cada dia se distancia mais do que tem sido privilegiado por eles em seu cotidiano. E é sobre esse choque e esse embate que a escola precisa se atentar, caso contrário corremos o risco de passarmos em branco frente a esta geração, que está crescendo e interagindo através das tecnologias digitais e mídias o tempo todo, sem fronteiras e muitas vezes sem nenhum tipo de barreira.
    Refletir nossas práticas é também abrir os olhos, em relação ao tipo de leitor e cidadão que ajudamos formar. É nossa responsabilidade trilhar caminhos que aproximem mais desse linguajar juvenil e desse mundo das tecnologias, fisgando assim momentos mais frutíferos para o ensino- aprendizagem, deflagrando para ambas as partes, experiências de estímulos à leituras, pesquisas e produções textuais amplamente significativas e harmoniosas.
    Partindo do pressuposto que as ferramentas digitais estão para ser usadas como estímulos à outras leituras e posteriormente a produções textuais, uma vez que servem para o aumento da bagagem cultural do aluno, possibilitando alternativas de trabalho conjugado, busquei dar então um passo no sentido posicionar o aluno frente a estas ferramentas, as quais já possuem certo domínio, para um voo em direção a outras práticas de letramentos onde terão possibilidades de transitar por estilos musicais , literários, artísticos e digitais, unindo assim múltiplas (41) linguagens, e ao mesmo tempo abrir espaços de interatividade na sala de aula onde todos possam aprender juntos, saindo da condição de meros receptores de textos multimodais para uma participação crítica.
    Pedro Demo, em Instrucionismo e mídia, discursa sobre os modos sobre o qual se dá a educação. Para ele há duas vertentes: uma que defende que a educação se dá via fatores externos, então, vinda de fora para dentro e a outra que vem de dentro para fora. Assim se pensarmos no exemplo da tarefa docente, quando um professor que provoca, ou motiva determinada situação de aprendizagem, ele acaba conduzindo o aprendiz a reagir “de dentro pra fora” e buscar outra postura. Sem essa influência, o fenômeno social da aprendizagem não ocorreria. Mas toda essa discussão aponta o contexto dialético da educação (p. 78).

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  8. Anália Cristina Pereira Ramos
    PARTE 3

    Em outras palavras, só onde for possível este processo de trocas e jogo é que vai se ampliar o conceito de letramento com as urgências que a contemporaneidade requer. O letramento escolar e o digital, de maneira crítica.
    De acordo com Paulo Freire ( 1997), a leitura é uma habilidade humana que precede a escrita – só pode ser escrito o mundo que foi anteriormente lido.
    Partindo dessa premissa e buscando motivar meus alunos para a escrita de texto que representasse a influência da música em nossa vida, num concurso de redação para os Correios, sugeri que eles efetuassem uma pesquisa sobre os diferentes estilos musicais.
    Denominamos o trabalho como “a música de ontem de hoje e de sempre de todos os cantos”, para tanto eles deveriam montar o trabalho em Power point para a apresentação para os demais. Em cada trabalho, deveria constar de cinco a dez estilos, todos exemplificados com a música para que os colegas pudessem ouvir e ao mesmo tempo, ler na tela a letra.
    Um segundo passo, era uma pesquisa na comunidade para saber quais estilos eram mais prestigiados e por último, pedi que colocassem em Power point, um poema de escolha livre, que tivesse alguma relação com as letras escolhidas com o objetivo de reunir a linguagem musical com a literatura. Esta experiência que antecedeu a produção textual foi muito válida apesar das queixas deles que tinha dado muito trabalho para montar. Muito embora ela devesse ser uma tarefa interdisciplinar não tivemos adesão de muitos colegas, ‘que precisam dar conta dos seus conteúdos’ posso destacar que este trabalho trouxe vários ganhos para eles e também para mim. Penso para muitos foi uma oportunidade de perceber para que servem as pesquisas escolares e o impacto delas na nossa visão de mundo. Uns tiveram dificuldade, outros a facilidade de criar seus trabalhos, de se interagirem e de mexer com suas emoções ao lidar com a música. Também favoreceu a intertextualidade e interdisciplinaridade, pois els tiveram a oportunidade de assistir junto com o professor de História um tutorial sobre o uso do Power point. Também posso destacar que embora os métodos possam não terem sidos os melhores mas que serviu de base para outras experiências.
    Este trabalho aconteceu no primeiro bimestre de 2014, com os alunos do E. Médio, da E. E. São Francisco de Assis no Guarujá. Entre os objetivos, destaco de propiciar através das novas tecnologias, uma viagem pelos estilos musicais de ontem de hoje , de todos cantos, possibilitando a compreensão de textos literários também como tentativa do primeiro encantamento pelo universo literário. A utilização da ferramenta da vez, com o intento de promover acessos a textos literários, aproximando a música dos diversos momentos históricos que influenciaram gerações, possibilitando maior interatividade na sala de aula.

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  9. Gisela Mendonça
    PARTE 1

    A afetividade no Sistema de Educação a Distância. Existe essa possibilidade?

    Tendo como base as discussões realizadas em sala de aula no decorrer da disciplina Tecnologia de Informação e Comunicação: teoria e práticas educativas, ministrada pela professora Doutora Adriana Barroso de Azevedo e o texto “ Pesquisando Fundamentos para novas práticas na educação online” de Maria Cândida Moraes ( et al, 2008), surge o questionamento sobre a possibilidade da existência e importância da afetividade na modalidade de Educação a Distância.
    A princípio precisamos ter em mente que para o bom funcionamento e aproveitamento de todos que estão envolvidos nesse processo existe a necessidade de gerar “ laços” de afetividade. Esse procedimento na Educação a Distancia é fundamental, pois o “ sujeito” deve se sentir parte integrante desse processo que ele está vivenciando. Através da afetividade o aproveitamento e participação no decorrer do curso torna-se mais produtivo por parte dos alunos e de todos que estão envolvidos no processo para aquisição de conhecimento.
    De acordo com Masetto ( et al, 2002) o conceito de mediação pedagógica pode ser traduzida
    “ como atitude ou comportamento do professor como agente perturbador e motivados da aprendizagem do aluno, revela os movimentos que emergem nas relações de ensino-aprendizagem, indicando que, para que ela aconteça, é preciso que haja co-determinação entre os atos de ensinar e os de aprender. A mediação assim compreendida implica intencionalidade clara por parte do professor e o conhecimento das possíveis inter-relações que envolvem os processos de aprendizagem no que se refere aos aspectos cognitivos, afetivos, emocionais e contextuais. Mediação pedagógica requer flexibilidade estrutural de ambas as partes e abertura às manifestações que acontecem nos processos de transformações, a partir de uma postura reflexiva que emerge tanto por parte do aluno como por parte do professor”.

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  10. Gisela Mendonça
    PARTE 2

    Essa mediação citada anteriormente nos remete claramente ao princípio da afetividade, pois os agentes inseridos nesse processo de ensino aprendizagem precisam estar envolvidos para que essa postura reflexiva gere êxito e não fracasso por parte dos alunos.
    Outra questão de muita valia é a linguagem emocional utilizada pelos mediadores desse processo, todos precisam estar atentos pois através dessa linguagem podem gerar abismos ou pontes para que os demais não se sintam parte desse processo evitando assim o fracasso e abandono por parte dos alunos. A falta dessa afetividade gerada por ausência de estímulo a participação dos alunos no processo de ensino aprendizagem desejado, pode nos gerar uma serie de problemas. Podemos fazer também um apontamento que visa registrar o ponto fraco existente em todas as modalidades de ensino, e infelizmente, existe na Educação a Distancia também, que vem a ser a evasão. Quando os alunos não criam esses vínculos, ou seja, quando eles não têm o estímulo necessário que gera a falta de interesse para com o curso/ módulo, a tendência é que eles através desse desinteresse se ausentem e não façam mais o curso.

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  11. Gisela Mendonça
    PARTE 3

    Uma das estratégias a ser aproveitada e utilizada de forma única na modalidade de ensino a distância e pode nos gerar ganhos importantíssimos com relação a manter entre todos os envolvidos nesse processo um grau de afetividade é a questão da localização geográfica distinta. Esse fato nos remete a ter no mesmo curso, módulo e momento, alunos de culturas diferenciadas, com vivências e expectativas de vida diferentes. Gerar afinidades e troca de experiência nesse sentido, nos garante bons resultados na construção do conhecimento. Conhecer o outro, sua cultura, seu conhecimento prévio e de mundo e sua comunidade local é de fundamental importância para o bom desempenho e para o conhecimento de novas maneiras de lidar com o assunto tratado como um todo. Estabelecer novos vínculos através de um aprendizado do mesmo conteúdo de forma diversificada a partir da experiência e conhecimento de mundo do outro. Através dessa convivência se cria um vínculo entre todos os membros dessa modalidade de ensino, que mesmo a distancia propicia o conhecimento mutuo entre todos os inseridos nesse processo. A partir daí caracteriza-se o vinculo e a criação de um grau de convivência e, com isso, gera-se a afetividade onde todos se sentem parte importante e está totalmente inserido no processo de ensino proposto.
    Com isso, podemos dizer que existe a possibilidade e principalmente a necessidade da afetividade na Educação a Distância. Cabe aos profissionais inseridos nesse processo a busca por integrar cada vez mais todos que estão envolvidos nessa modalidade, assim os alunos possam se sentir parte integrante desse processo de construção de conhecimento e não venham a se evadir dos cursos, ou seja, que todos tenham êxito no processo de ensino aprendizagem.

    Referências

    FILHO, D. W. Ambientes virtuais de aprendizagem: os velhos problemas dos ambientes presenciais? In: MORAES, M. C.; PESCE, L.; BRUNO, A. R. (Org.)

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  12. DENISE DE ALMEIDA OSTLER



    A cultura, uma decorrência de valores, princípios, conhecimentos científicos e humanos traz para os povos inovações, mudanças, transformações sociais por vezes radicais nos valores e princípios até então tidos como verdadeiros e únicos.
    Por exemplo, a Revolução Industrial trouxe grandes mudanças para a humanidade; as grandes guerras (1914/1918), (1939/1945), eliminaram para os povos costumes arraigados a cada civilização que necessariamente evoluiu, obrigando-se ao conhecimento de novos recursos que permitem ao indivíduo acompanhar o galope das transformações, “modus vivendi”, demarcando sempre uma nova era.
    O avanço das tecnologias provocou um choque nas gerações, considerando ser uma oriunda de uma cultura tradicional presa a regras rígidas e a outra, uma geração virtual. Se para a primeira torna-se difícil desprender-se dos seus valores e princípios para imigrar aos novos moldes, da mesma forma, para os jovens “virtuais”, é inaceitável conviver com os moldes tradicionais.
    A cibercultura, na educação, provocou uma reestruturação no aprendizado revolucionando os métodos pedagógicos até então utilizados.
    É conveniente pautar que Castells (1999) admite que tais mudanças vêm ocorrendo desde o final dos anos 1960 e meados da década de 1970 e, de uma forma galopante, nos séculos XX e XXI, quando o ciberespaço passou a permitir uma conexão instantânea com o mundo.
    Com muita propriedade asseveram Barbero (2006) e Morrissey (2008) que não mais é possível ignorarmos as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), devendo as mesmas ser integradas no cotidiano escolar favorecendo o desenvolvimento da criatividade, da invenção que para os jovens, oriundos de uma geração onde a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) é dominante, possa haver entre as partes professores e alunos, a troca de conhecimentos garantindo o verdadeiro processo ensino aprendizagem.


    MATERIAL COMPLEMENTAR – VÍDEO:
    https://www.youtube.com/watch?v=CJWOFbuwiPg

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  13. Alda Mendes Baffa

    Reflexão

    As aulas, as leituras, as discussões sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação: teorias e práticas educativas, me fizeram refletir sobre o uso dessas tecnologias e a formação do sujeito constituído, no curso de EAD, pela linguagem. Que noção de “linguagem” tem o professor que usa as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) quando elabora suas aulas? Que noção de sujeito ele tem, quando usa as TICs? Um sujeito datado em um contexto sociocultural específico, constituído por uma linguagem aberta, que o faz criticar, argumentar, opinar?
    Eis o problema de nossa pesquisa e reflexão. Sabemos que quando o assunto é tecnologia, o professor deve recriar suas práticas, refletir sobre o potencial comunicacional e pedagógico do ambiente virtual de aprendizagem baseado nos conceitos de interatividade e afetividade. Refletir sobre suas práticas é também “abrir os olhos” em relação ao tipo de sujeito que o professor ajuda a formar, com grandes laços de afetividade, interatividade e dialogicidade.
    Conhecer o “outro”, sua cultura, seus conhecimentos prévios. Quem é esse aluno-sujeito que está atrás das TICs? O conhecimento não se transmite, se constrói. Daí a importância do diálogo, de uma linguagem aberta, que aceita e acolhe a opinião do aluno, para a construção de novos conhecimentos, porque só o professor, do seu lugar, pode ver seu aluno como um todo, do jeito que só ele, professor, pode ver, e lembrar sempre que esse sujeito é constituído por palavras. Por isso, essas palavras do professor devem ser amorosas, construtivas, que colaborem na formação desse sujeito a caminho de sua construção como ser pensante e falante, seja qual for a tecnologia usada.

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  14. Keiti de B. Munari

    Indo ao encontro à visão de Cortella (2002) de que o conhecimento é algo relacionado à construção social, histórica e cultural do ser humano e, trazendo a tona à facilidade de acessos tecnológicos que crianças e jovens atualmente dispõem para uso pessoal ou coletivo, observa-se nessa relação uma oportunidade para um ganho favorável para resultados de maior sucesso nas praticas dos processos educacionais - tal observação é dirigida tanto no que diz respeito a cursos presenciais quanto de ambientes virtuais. Nesta ocasião, vincularei mais a questão abordada em ambientes virtuais, pois se pretende aqui elencar alguns fatores que dizem respeito as questões sociais que essa relação de conhecimento como construção e uso de tecnologia poderiam contribuir para resultados mais favoráveis, ambos no sentido social do desenvolvimento.

    Atualmente estamos inseridos em um momento histórico que podemos classificar como era midiática onde a busca pela construção de valores segue adiante e se mantém, como há gerações, embasada no contexto cultural onde estamos inseridos. No campo da educação, as ferramentas tecnológicas ou os Recursos Abertos Educacionais podem nos proporcionar uma maior interatividade social permitindo-se assim criarmos culturas ou como destaca Valente e Almeida (p. 128) produzirmos humanidade. Em outras palavras, se houver a capacidade de se colocar em prática competências especificas (de mediação reflexiva), que diferenciam o educador de EaD e que nos afastam do modelo instrucionista do ensino poderemos atingir o que podemos classificar como processo de democratização do saber ou democratização do acesso - em que o acesso às informações propiciado pela tecnologia pode permite não só a transferência mas sim a construção de bases informativas unindo assim cultura e conhecimento, ou seja, crescimento.

    Chamou-me bastante atenção o caso das aulas de EaD que estão sendo ministradas do para grupos de alunos do Oriente (Índia). A fim de atender uma demanda advinda da carência de informação/instrução durante a formação acadêmica de grupos de alunos de diversos cursos de graduação, mais precisamente na formação de educadores, está havendo hoje a oportunidade de enriquecimento substancial de conhecimentos através da interatividade proporcionada tão somente pelo acesso à tecnologia e com isso o crescimento cultural e social torna-se imensurável além da correlação de autores desse processo.

    Bibliografia:

    CORTELLA, Mario Sergio. A escola e o conhecimento: Fundamentos Epistemológico e Políticos. 6. ed., São Paulo. Cortez, 2002

    ALVES, Aglaé C. T. P. EAD e a formação de formadores. In: VALENTE, A;ALMEIDA, Maria Elizabeth B. Formação de Educadores a distancia e integração de mídias, São Paulo: Avercamp, 2007

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  15. LUCIENE MOZZER

    Professores: Hackers da Educação?

    A tecnologia no séc. XXI, tem nos proporcionado o nascimento de novas maneiras de nos organizarmos e comunicarmos. Hoje, podemos nos relacionar de forma colaborativa através das redes sociais. Quando olhamos para o ambiente educacional podemos produzir, colaborativamente, materiais que podem ajudar no processo ensino-aprendizagem. Entretanto, junto com este "novo pensar e agir", vivenciamos a necessidade de revermos as competências e habilidades necessárias, dos docentes para lidarem com esses desafios.
    Diante desta perspectiva, PRETTO (2012) faz uma comparação das habilidades do hackeres (pessoas que burlam sistemas operacionais de maneira incorreta) com as competências necessárias aos professores. De acordo com o autor:
    Uma das importantes características do hacker é justamente a de gostar do que faz e de ser criativo, gostar de explorar e investigar e, para o nosso caso, o mais importante, gostar de compartilhar as suas descobertas com seus pares.(p.101)
    É preciso compreendermos a dimensão das tecnologias no "ecossistema pedagógico" (Pretto - 2012 - p.97) e assim criarmos condições para que o conhecimento circule de maneira livre e colaborativa neste espaço educacional.
    Nós professores, temos a missão de proporcionar está ação transformadora, gerando ambientes capazes de produzir difundir coletivamente o conhecimento. E assim, formamos cidadãos críticos e autônomos da sua própria aprendizagem.


    Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas políticas públicas /
    Bianca Santana; Carolina Rossini; Nelson De Lucca Pretto
    (Organizadores). – 1. ed., 1 imp. – Salvador: Edufba; São Paulo: Casa
    da Cultura Digital.
    2012.

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  16. Presencial ou Virtual: duas dimensões da mesma questão.

    Rosa da Cunha Barbosa Giannotti

    Discussões e reflexões a partir de propostas de teorização das práticas envolvendo o uso de Tecnologias da Informação e da Comunicação em ambientes de aprendizagem virtuais ou presenciais foi o foco principal das nossas aulas, no Programa de Pós-Graduação Stricto Senso da UMESP, discussões e reflexões que ganharam uma importância e valor especial por colocarem em contato educadores com experiências muito diversificadas, porém, com um objetivo comum: compreender o contexto educacional que se coloca à nossa frente em tempos em que a tecnologia em espalha e influencia quase todas, senão todas, as dimensões da nossa vida e do nosso cotidiano. Considerando que a escola reflete a sociedade na qual está inserida, também ela partilha da necessidade de se pensar esse “novo tempo”, a sociedade do início do século XXI, compreender e contribuir com a formação dos aprendizes, para a vida nesses novos tempos.
    Mas como trabalhar com as tecnologias que parecem transformar as práticas de ensino em algo fictício, imaterial, não atual e irreal?
    Segundo DEMO (p.2003) essa é uma compreensão equivocada:
    ... O contrário de virtual é físico, e nem por isso é menos real. O ciberespaço não tem materialidade, a não ser a base física dos computadores interligados, sendo algo soberbamente real, onde é possível amar, emocionar-se, odiar, apresentar-se, fraudar-se, deturpar-se. A realidade virtual não foi descoberta agora, sempre foi parte da realidade... (p.85)
    Isso posto, podemos concluir que certamente, as mesmas questões e desafios do ensino presencial aparecem também no ensino virtual, embora num novo cenário, numa nova roupagem, mas numa mesma essência e nos desafiando e inspirando a buscar respostas e práticas que deem conta de alcançar os objetivos aos quais nos propomos quando nos colocamos diante ou ao lado de um grupo de aprendizes: compartilhar e construir conhecimento e facilitar a aprendizagem do outro, ampliando nossos saberes, saberes de docência.

    DEMO, Pedro. Instrucionismo e nova mídia. In SILVA, Marcos (org.) Educação On Line. São Paulo: Loiyola, 2003.

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  17. ANDRÉA LOPES PINHEIRO

    (Obs.: Profa. Adriana, precisamos localizar a página de onde foi tirada a citação, pois a Andréa não conseguiu localizar)

    A ESCOLA E O NOVO FORMATO DA COMUNICAÇÃO

    “Em contrapartida, as velhas metáforas da pirâmide do saber, da escala ou do curso já todo traçado – têm aquele cheiro das hierarquias imóveis de antigamente”(Alves, Silva, procurar a data).

    A citação acima motiva uma reflexão a respeito do papel da escola na atualidade. A modernidade marcou o mundo atual com uma característica que influenciou e se tornou muito presente no ambiente educacional: a tecnologia. O avanço tecnológico ao redor do mundo e em todas as áreas de atuação da sociedade aconteceu de uma maneira muito rápida. No Brasil, foi a partir dos anos 90 que as novas tecnologias tornaram-se disponíveis, revolucionando os formatos de interação entre as pessoas, estabelecendo contatos rápidos e globalizados, formando comunidades que trocam informações e diversas formas de conhecimento.
    Neste contexto, encontra-se a escola. Uma instituição consolidada no século XIX como sendo o lugar onde deveria ocorrer a sistematização do “conhecimento historicamente acumulado” (Paro, 2006). Desde então, a escola tem exercido seu papel, porém utilizando-se das mesmas técnicas de outrora.
    Contudo, o perfil dos alunos que, hoje, estão inseridos nas escolas é bem diferente daqueles que inauguraram os bancos da instituição no século XIX. O aluno contemporâneo é aquele que convive em seus lares com os meios de comunicação que estão constantemente em avanço. Seja a televisão, os computadores nos seus vários modelos, a internet, a rede sem fio, dentre outros, compõem um ambiente que educa, despertando a inteligência coletiva, a troca de saberes, que, segundo Trivinho(2007), consiste em uma convergência de formas culturais e tecnológicas. Por esta razão é necessário que novos paradigmas educacionais sejam discutidos e repensados para que a escola possa acompanhar a visão de mundo complexa e sistêmica que a modernidade inaugurou.
    As tecnologias educacionais disponíveis permitem a troca de conhecimentos em rede, onde a autoria está aberta e disponível a todos, permitindo o fazer criativo, a invenção e a exposição de pensamentos, sem medo de errar e dispostos ao diálogo.
    Em matéria de tecnologia, os alunos estão preparados. E os professores? Estão prontos para encarar mudanças e desafios que provocarão alterações nas suas práticas pedagógicas? Estão dispostos a buscar formação continuada neste sentido?
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    PARO, Vitor Henrique. Administração Escolar: Introdução Crítica. 14. ed.São Paulo: Cortez, 2006.
    TRIVINHO, E. A democracia cibercultural: lógica da vida humana na civilização mediática avançada. São Paulo: Paulus, 2007.
    VILARINHO, Lúcia Regina Goulart. (UNESA). Práticas Pedagógicas em Ambientes Virtuais de Aprendizagem: um desafio da educação na cibercultura.(complementar os dados da bibliografia).

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    1. Desculpe, precisamos encontrar o ANO DE PUBLICAÇÃO da obra da Vilarinho e não a página. Lucivânia

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  18. Márcia Valéria Chagas Magalhães


    Uma das aulas que contribuiu para minha formação em sala de aula foi o texto de Barbosa e Kramer. Pude rever o conceito sobre globalização e minhas práticas pedagógicas. Segue abaixo algumas considerações.


    Contemporaneidade, educação e tecnologia

    Antônio Flávio Barbosa Moreira
    Sonia Kramer

    O texto faz alguns questionamentos em relação à tecnologia que pode contribuir com a educação de tal modo que, professores e gestores, façam uso de ferramentas tecnológicas para facilitar a discussão da cultura em sala de aula. Os autores argumentam que uma educação de qualidade passa por um viés crítico dos processos escolares e usos criteriosos e apropriados das tendências tecnológicas. Neste caso, Barbosa e Kramer fizeram quatro apontamentos que incide, em primeiro lugar, pelo processo da globalização educativa; o segundo aborda questões de qualidade e relevância educacional na esfera tecnológica; em terceiro, os autores destacam o mundo contemporâneo e o impacto da tecnologia nas escolas; por fim, os desafios na formação dos professores, bem como na gestão da escola são retomados na reflexão.
    Os autores deixam claro o processo de globalização e seus efeitos na educação. Embora, a palavra globalização pareça estar desgastada pelo uso contínuo, ela corresponde à difusão de um discurso neoliberal, mas, sobretudo, esse vocábulo também está associado ao surgimento de novas tecnologias da informação e comunicação que socializam saberes e, em último caso, corresponde às mudanças decorrentes de regras globais.
    Se levarmos em consideração que globalização está associada a aspectos sociais, políticos e culturais, ela está definida como uma arena de lutas que ultrapassam fronteiras. Nesse sentido, faz-se necessário reinventar a escola ao estimular o professor por diferentes meios e adaptar-se as circunstâncias variáveis substituindo-as por novas formas de promover o trabalho docente.
    A questão levantada pelos autores traz a reflexão que escola não pode ser entendida como um sistema empresarial. Tal procedimento dizima a inteligência como um instrumento para o alcance de um dado fim, sendo o currículo pedagógico restrito às ciências e às aptidões aplicáveis ao setor corporativo. Neste processo, os saberes são totalmente negligenciados.
    Em nossa percepção, muitas vezes, no senso comum, fala-se em cultura brasileira como se existisse uma única cultura, no singular. Esse conceito é resultante de uma metodologia de homogeneização, de unificação cultural, que, na prática, é nada mais que uma imposição de uma cultura sobre outras expressões culturais. Nessa visão não problematizadora, haveria uma nação brasileira com uma identidade étnica nacional, o que pode traduzir esquecimento, indiferença ou exclusão do outro.
    Por fim, para se alcançar uma educação de qualidade nas escolas, a sociedade precisa passar por profundas e significativas mudanças que perpassam pelas condições adequadas de trabalho, conhecimentos e habilidades relevantes com estratégicas tecnológicas que facilitem o ensinar e aprender. Há pesquisadores que advogam o impacto na vida cotidiana na escola e na aprendizagem (Mamede-Neves, 2007), ou com o uso do computador, por exemplo, (Nogueira, 1996). O grande desafio está na formação de um profissional preparado para atuar com as novas tecnologias. Se de um lado, as tecnologias favorecem um maior número de leitores e escritores no sentido da democratização e inclusão do saber pedagógico, do outro, tal proliferação textual pode se tornar obstáculo ao conhecimento ou à fidelidade da escrita.
    Formar professores e gestores como intelectuais certamente contribui para pensar uma nova escola fazendo uso e acompanhando as tendências tecnológicas permitindo que novos conhecimentos se enraízem nas trajetórias vividas.

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